Algumas dicas de como trabalhar as novas regras ortográficas em sala de aula

Data 24/06/2009 | Assunto: Português

Ulisses Infante, professor de Língua Portuguesa de uma universidade espanhola e autor de livros didáticos, sugere usar cartazes e outros recursos de memorização, além de um bom dicionário. Mas ele chama a atenção para o foco. "O fundamental no ensino de Língua Portuguesa continua sendo o uso dos textos no mundo social."

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Ulisses Infante, professor de Língua Portuguesa de uma universidade espanhola e autor de livros didáticos, sugere usar cartazes e outros recursos de memorização, além de um bom dicionário. Mas ele chama a atenção para o foco. "O fundamental no ensino de Língua Portuguesa continua sendo o uso dos textos no mundo social."
Os especialistas são unânimes em dizer que é desnecessário separar um tempo específico para trabalhar a nova ortografia na escola, mesmo em turmas já alfabetizadas. As regras devem ser objeto de reflexão e discussão somente durante atividades de re-escrita e de revisão de texto que estarão previstas no planejamento. Algumas sugestões que podem ser incorporadas à rotina escolar. Cleuza Bourgogne, diretora pedagógica da Escola Móbile, e Elaine Rissato, coordenadora pedagógica da EMEF Olavo Pezzotti, ambas de São Paulo, apontam algumas:
- Peça que os alunos escrevam cartazes com as palavras que eles mais usam cuja grafia foi alterada. Deixe o material exposto na sala.
- Organize a produção coletiva de um manual com as novas regras, acompanhadas de exemplos. Assim os estudantes terão outro material de consulta sempre à mão. É importante que todos participem da elaboração.
- Combine com a turma o período em que a grafia antiga será aceita e quando ela passará a ser considerada incorreta. O prazo deve ser estabelecido quando você perceber que todos já incorporaram as mudanças.
- Planeje momentos para apontar e comentar as alterações - mas sem se desviar do conteúdo previsto para trabalhar. Durante a leitura de um determinado texto, se surgir a palavra geleia grafada da maneira antiga (geléia), incentive os alunos a justificar o "erro", descobrindo, por exemplo, quando o livro foi impresso.
- Identifique o acervo da biblioteca com etiquetas que informem os exemplares publicados com a grafia antiga, como se pode ver na foto acima.
- E não esqueça: desde já, use as novas regras para escrever comunicados para os pais e alunos e também para produzir todo o material exposto nas paredes da escola (exatamente como você está lendo nesta reportagem).

Fonte: http://educarparacrescer.abril.uol.com.br/aprendizagem/nova-grafia-433244.shtml




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